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AGRONEG?CIOS
Francês trouxe ao Paraná um jeito de deixar orgânicos mais baratos

06/12/2017

 Eles são produtores personais de orgânicos. Plantam sabendo exatamente para quem vão entregar os legumes, frutas e verduras da estação. Dão dicas sobre o uso dos alimentos e fazem eles mesmos as entregas para os clientes – que preferem chamar de parceiros ou coagricultores – em local previamente combinado, pode ser igreja, escola, empresa, academia e até posto de saúde.

Promovido pelo Centro de Agroecologia (CPRA) da Secretaria da Agricultura do Paraná, o sistema de parceria entre famílias de produtores e de consumidores é baseado no modelo japonês Teikei. No caso paranaense, começou a ser implantado em 2010 por um estagiário francês que trouxe ao país uma mistura do Teikei e do programa Comunidade Apoiando a Agricultura (CSA), que só na França tem cerca de seis mil grupos. Terminou o estágio, mas o agrônomo Manuel Delafoulhouze não saiu mais do Brasil. Culpa da boa ideia que teve, mas, também, porque acabou se casando com uma brasileira.

O projeto Cestas Solidárias tem hoje 38 grupos funcionando e outros seis em incubação, a maioria em Curitiba e região metropolitana.

A perspectiva também é diferente para quem compra os hortifrútis. “Não somos apenas consumidores, a gente vai além e começa a ser vendedor de um sistema mais sustentável”, diz o músico Geovani Salvadori, de 31 anos. Toda segunda-feira após o almoço Salvadori vai de bicicleta buscar a cesta de orgânicos num ateliê no bairro Ahu, ponto de entrega combinado entre ele, os produtores Marcos Antilon e Evandro Mendes e outros 13 moradores da vizinhança. Desta vez ele levou para casa uma caixa de banana, batata doce, abobrinha, alface, almeirão, agrião, pepino e laranja.

Na prática, é como se Salvadori e seus vizinhos fossem donos de uma assinatura de frutas e hortaliças. Não há gastos com classificação, embalagem e refrigeração. A cesta sai da propriedade rural em Bocaiúva do Sul como uma encomenda pré-paga e destinatário certo. Fast delivery.

 

Nesse sistema a base é uma relação de confiança e cooperação. O consumidor se compromete a financiar a atividade agrícola, com pagamento antecipado, e o produtor assume o compromisso de entregar uma determinada quantia de produtos orgânicos religiosamente (de sete a dez produtos em cada cesta).

Sem atravessadores, o projeto anima os dois extremos da cadeia produtiva. O consumidor paga menos pelo produto orgânico do que se comprasse no supermercado ou mesmo na feirinha; o produtor, por sua vez, recebe bem mais do que do atacadista. “Na firma em que vendo a maior parte da produção eles pagam um real pelo pé de alface. Na venda direta, consigo receber três reais”, comemora o produtor Ivonir Guimarães, de 68 anos, que cultiva 1,5 hectare em Colombo.

 
 

Fonte: Gazeta do Povo




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