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Estreptococo positivo na gravidez, é perigoso?

26/06/2019

 

Conhecer e informar aos profissionais de saúde sobre a existência de um estreptococo positivo favorece as ações, assim como reduz os riscos para o bebê.
 

Dos últimos exames que são realizados antes do parto, encontra-se a detecção do estreptococo positivo.

 

A presença do estreptococo no organismo não costuma causar nenhum sintoma nem sinais. Somente em certos casos, como na gravidez, é necessário conhecer sua existência para poder adaptar os protocolos de ação.

Como saber se tenho o estreptococo positivo

Durante a gravidez são realizados exames de acompanhamento para a avaliação de uma gravidez saudável e com baixos riscos para o bebê e para a mãe. Dentro dos testes, encontram-se geralmente os exames analíticos de sangue, ecografias e a prova de detecção do estreptococo positivo.

O acompanhamento da gravidez nos primeiros trimestres foca no adequado desenvolvimento do bebê e no estado geral de saúde da mãe. Por outro lado, no terceiro trimestre, muitos dos exames estão dirigidos para o processo de parto e para trazer maiores informações afim de reduzir riscos.

A partir da semana 35, acontece uma consulta com o médico obstetra/ginecologista para a avaliação do estado de saúde e para a realização do exame de detecção do estreptococo positivo.

Para poder detectar a presença da bactéria, é necessário obter uma amostra do fluxo vaginal com um swab. Este é um bastãozinho com pontas de algodão, parecido a um cotonete. A técnica é rápida e indolor.

 

O que fazer para reduzir riscos?

 

Streptococcus agalactie faz parte da flora normal do trato gastrointestinal. Este pode colonizar de forma esporádica a vagina ou o trato urinário. Além disso, nas mulheres grávidas, aproximadamente 15% são portadoras.

Não é possível prevenir o aparecimento do estreptococo positivo no exame de cultivo. Como comentamos anteriormente, faz parte da flora normal e isso supõe que o organismo não é identificado como patógeno (nocivo para o corpo) normalmente. Em certas situações, há que se aumentar a vigilância.

No momento do parto, o recém-nascido pode ser contagiado pela bactéria e isso traria um risco de infecção. Os profissionais sanitários contam com recursos e protocolos para reduzir os riscos de contágio. Por isso, é muito importante que as mulheres portadoras da bactéria informem a situação ao chegar ao hospital.

O resultado demora aproximadamente uma semana para ficar pronto. É importante ter o resultado antes de procurar o hospital para ser atendida no parto.

A folha de acompanhamento da gravidez deve acompanhar a mulher cada vez que for ao hospital. Em tal folha, os profissionais da saúde anotam os resultados de todos os exames que foram realizados. Ainda mais, verá um local em que aparecerão as siglas SGB ou Streptococcus agalactie, nesse ponto será anotado se o resultado é negativo ou positivo.

Nesse sentido, ante o aparecimento de um resultado com estreptococo positivo, coloca-se em prática um protocolo de atuação. Os protocolos de atuação são desenvolvidos pelo hospital de acordo com suas práticas clínicas. A ação mais frequente é a seguinte:

  • Precisa-se canalizar uma via periférica. Ter uma forma de acessar o sistema sanguíneo facilmente ajuda na prática clínica. Recomenda-se que a via seja colocada em uma área onde não haja flexão do braço. Isso favorece o movimento livre posteriormente.
  • É preciso conhecer se existe algum tipo de alergia a algum medicamento, principalmente a algum antibiótico. Caso tenha tido alguma reação logo após tomar antibiótico, deverá informar.
  • Será administrado a cada 4 ou 6 horas um antibiótico via intravenosa (habitualmente utiliza-se essa via, ainda que a oral também seja útil) até o nascimento do bebê.
  • Visitar do pediatra em dias posteriores ao nascimento. Logo após o parto, o pediatra visitará o recém-nascido todos os dias em que estiver internado. O objetivo é avaliar o bem-estar do bebê.

Concluindo

Por fim, o objetivo principal de um acompanhamento e um protocolo é reduzir ao máximo os possíveis riscos de contágio para o bebê. Além disso, ter conhecimento dos resultados dos exames facilita as ações da equipe médica.

 

Fonte: Melhor com Saúde




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