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Grávida morre por AVC na porta da igreja minutos antes do casamento

17/09/2019

 Casar e ser mãe, esse era o sonho da gestante Jéssica Victor Guedes, 30 anos. Quando engravidou do noivo o tenente Gonçalves, ambos de São Paulo, eles decidiram realizar a cerimônia de casamento, antes de a, Sophia, nascer. 


Segundo a Tenente Mariana, da Seção de Comunicação Social do 46 Batalhão da Polícia Militar, no último domingo (15 de setembro), enquanto se preparava para subir ao altar, Jéssica, grávida de 7 meses, começou a se sentir mal e acharam que era ansiedade por causa do casamento. 

Tinha chegado o grande dia. “No trajeto até a igreja, onde o noivo e os convidados a aguardavam para a cerimônia matrimonial, ela começou a se sentir mal novamente”, conta Mariana. 

A família foi avisada e o noivo, que já estava à espera, foi ver o que estava acontecendo e encontrou Jéssica teve um AVC hemorrágico, por conta de uma pré-eclâmpsia, e já chegou à maternidade sem atividade cerebral. 

Segundo Mariana, a equipe realizou uma cesárea de emergência para salvar a vida da pequena Sophia, que nasceu de 29 semanas, pesando 1 kg. A bebê prematura está recebendo todos os cuidados na UTI Neonatal. 

Como o casal gastou muito com o casamento e o tentente Gonçalvez, na tentativa de salvar sua esposa e a filha, decidiu levá-la ao hospital que não era coberto pelo seu convênio.

Amigos decidiram fazer uma vaquinha virtual para ajudar com os custos de internação e UTI, inclusive da pequena Sophia. 

O site para ajudar/ www.vaquinha.com.br/vaquinha/tentente-goncalves. 

“Jéssica estava fazendo acompanhamento pré-natal, não teve nenhum pico de pressão alta durante toda a gestação e era saudável, fazia atividade física e se alimentava bem”, disse a tenente Mariana, em entrevista a CRESCER. 

Com a constatação da morte cerebral de Jéssica, a família decidiu atender ao próprio pedido dela e vão doar os órgãos, o que já está sendo realizado. 

Em nota, a Pro Matre Paulista disse que: “No momento, toda a equipe da maternidade está priorizando o apoio, conforto e atenção às famílias do Tentente Gonçalves e da paciente, ajudando-as com todas as providências necessárias”, diz a nota. 

Pré-eclâmpsia na gravidez é grave A pré-eclâmpsia está entre as principais causas da mortalidade materna, e vem crescendo no Brasil, mesmo diante de todo o avanço da medicina. 

Hoje, no país, o índice de mortalidade está em 64,5 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos – número bem acima da meta afirmada com a Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 30 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos até 2030, conforme os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. 

E muito disso – 20%, segundo dados do Ministério da Saúde – se deve ao grupo das doenças hipertensivas. 

Nele, estão incluídas a eclâmpsia (52%) e a pré-eclâmpsia (44%), praticamente com metade das mortes para cada. 

A pré-eclâmpsia é uma doença que pode aparecer tanto na gestação quanto no pós-parto, caracterizada por aumento da pressão arterial associado a alguma disfunção de órgãos (rim, fígado “A causa é desconhecida, mas, provavelmente, multifatorial. 

Existem determinados fatores de risco para pacientes terem essa doença, como pré-eclâmpsia na gestação passada, IMC (índice de massa corporal) maior que 25, diabetes prévio à gestação, hipertensão crônica, gestação múltipla, lúpus, histórico familiar de pré-eclâmpsia, entre outros”, explica a ginecologista e obstetra Fernanda Mauro, do Grupo Perinatal (RJ). 

A pré-eclâmpsia acontece normalmente a partir da 20ª semana de gestação, quando, segundo o ginecologista e obstetra Alexandre Pupo Nogueira, do Hospital Sírio Libanês (SP).

Fonte: Site Jonei Farias (foto e fonte)- acesso em 17/09/19 - http://www.joneifarias.com.br/2019/09/gravida-morre-por-avc-na-porta-da.html




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